A Olimpíada mais digital

No dia 18 de setembro encerraram-se os jogos olímpicos — Olímpiada e Paraolimpíada, no Rio de Janeiro. Marcado como a primeira edição sediada na América Latina, o evento também quebrou recordes de cobertura online e alcançou números jamais vistos.

Cerca de 482 marcas realizaram anúncios na TV e entre eles, 349 contaram com campanhas digitais simultâneas, tendência denominada de cross-plataform, onde a campanha se desdobra em diversos ambientes de comunicação, buscando a interação do consumidor.

Além de campanhas publicitárias, as plataformas digitais também permitiram aos veículos cobrir modalidades que não encontram espaço dentro das mídias convencionais, como esportes de baixa visibilidade ou que demandam uma estrutura de cobertura complexa, tornando inviável sua cobertura por meios tradicionais.

Com formato rápido e agregador, as transmissões online — seja vídeo, texto ou compartilhamento por redes sociais, permitiram a divulgação imediata dos resultados.

Para suportar o volume de trocas de dados digitais e atender esta demanda, o governo do Rio de Janeiro investiu em tecnologia móvel, fazendo com que as quatro grandes provedoras de telefonia no Brasil precisassem demandar uma atenção extra, para manter o serviço operacional durante o evento.

Segundo o Instituto Nielsen, a Olímpiada do Rio de Janeiro teve queda de audiência de 17% em relação a Olimpíada de Londres, efeito esperado em vista da queda no índice de audiência da TV. Porém, este mesmo estudo também mostrou que 80% dessa audiência, seguia online em seus dispositivos móveis ou computadores todas as atualizações dos jogos, comprovando a intensidade com que as plataformas digitais vem crescendo frente aos meios de comunicação tradicionais e como as empresas precisam ficar atentas à essa mudança de hábito.

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